segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Home is a feeling


O ser humano é muito adaptável e o emigrante não é excepção. Desde que deixei o país, mas especialmente nos últimos anos, tenho descoberto que, na ausência de Portugal, a sensação de "estar em casa" manifesta-se em muitos sítios, independentemente da localização geográfica. Nunca percebi bem a expressão "cidadão do mundo". Será mais ou menos isto? 

Em Palma vi velhinhas à janela de casa, a vigiar atentamente a rua. Senti-me em casa, porque me lembrou Portugal. 

Vi gente nos cafés sem hora para sair. Senti-me em casa, porque me lembrou Portugal. 

Vi mulheres em topless na praia. Senti-me em casa, porque me lembrou Portugal. 

Esperei montes de tempo em filas enquanto as pessoas à minha frente procuravam notas e moedas na carteira para pagar. Senti-me em casa, porque me lembrou Portugal. 

Senti pingas pequeninas de mar na cara. Senti-me em casa, porque me lembrou Portugal. 

É uma sensação inesperada, mas é tão boa. E quem está longe sabe como a gente aprende a apreciar esses momentos fugazes. 

P.S.: E sim. Aqueles 26 graus também ajudaram #bless


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Por aqui já é Outono mas não faz mal



Já é preciso andar de écharpe para não passar frio. Já se sente o cheirinho a Outono. Já senti aquele friozinho nas mãos. Já se vê folhas amarelas espalhadas no chão. Já escurece ao final da tarde. Já se vê gente de botas e casaco de Outono. No norte já faz temperaturas negativas.

Mas não faz mal. Estou de ida para Palma. Vou apanhar sol nas trombas, que faz bem. 

Hasta luego. 


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Os melhores transportes públicos do mundo


Os investigadores podem deixar-se de estudos. Eu cheguei à conclusão, após variadas e cuidadosas observações empíricas, que os melhores transportes públicos são os Suecos.

                                                                       "Aqui não incomodo ninguém... Woof".




sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Amor à distância


Um dia o Peter disse-me que sou a pessoa mais patriota que conhece e eu fiquei surpreendida. Já fui mais ou menos "acusada" do contrário. Por ter emigrado. Por fazer amizade com espanhóis! Por criticar o nosso país apesar de ter emigrado e, portanto, ter perdido esse direito (de acordo com certas pessoas). 

Mas eu não acredito na história do "longe da vista, longe do coração". Eu estou longe do meu país há anos mas o meu orgulho não pára de assumir novos contornos. Um dos novos desenvolvimentos é ter chegado à conclusão que a luz de Portugal ao final da tarde é mais bonita. Não me perguntem por quê. E apercebi-me recentemente da maravilha que é poder chegar a um café e pedir um croissant prensado. O Peter experimentou um croissant misto prensado e adorou. Não conhecia, porque na Suécia não há. (Não se pede coisas "prensadas" no café. Quanto muito, pede-se para aquecer sandes.)

Também não acredito naquela história d' "o amor é cego". Não é. Eu amo o meu país, mas também vejo os seus defeitos. Irei sempre criticar aquilo que pode ser melhorado e que nos pode ajudar a alcançar o nosso enorme, enorme, enorme potencial. O contrário do amor é a indiferença. Não é a revolta. Não é a desilusão. Não é o desejo de melhorar. 

Eu acho que muitos emigrantes sentem um conflito de lealdade apenas pelo facto de serem emigrantes. Se gostam "demasiado" da pátria, são ingratos para com o país que os acolheu. Se tentam integrar-se "demasiado" no país que os acolheu, é porque se esqueceram das suas raízes e já não gostam da pátria. Quanto a mim, cansei de medir cada palavra e cansei de tentar dizer as coisas certas para não causar interpretações erradas dos dois lados. Portugal será sempre a minha pátria, e a Suécia é a minha residência. Eu tento guardar as qualidades Portuguesas de que tanto gosto, e adopto comportamentos Suecos que admiro. E cá no blog, tento criar uma "ponte" entre os dois países.




terça-feira, 15 de agosto de 2017

E depois de um mês sem actualizar o blog era de esperar que eu fizesse um post decente


Mas só queria mesmo recomendar-vos esta série. É a melhor. A melhor das melhores. A melhor das melhores das melhores. Os actores, a banda sonora, a execução! Acabámos ontem a terceira temporada e diz que no final do ano vem mais uma. Vou só ali esperar pelo final do ano, e já volto. 


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Produtos auto-bronzeadores do Lidl - a minha opinião



A pedido das leitoras, aqui vai a minha opinião sobre os produtos auto-bronzeadores do Lidl. Fazem o que prometem - dão cor à pele. O cheiro é tolerável (para mim os auto-bronzeadores cheiram todos ao mesmo). Mas devem ser usados com respeitinho porque se não forem massajados muito bem deixam a pele às manchas. É importante lavar as mãos depois de cada uso. E, tal como diz nas instruções, deve-se esfoliar a pele antes de usar, para dar um efeito mais uniforme. É essa a grande diferença em relação aos meus produtos habituais, que podem ser aplicados até às escuras porque não há como falhar com eles. Resumidamente, os produtos do Lidl não são maus para o preço que têm, e valem a pena para quem não pode ou quer gastar dinheiro com este tipo de coisas.



segunda-feira, 10 de julho de 2017

Um breve resumo do Verão em Estocolmo até ao momento


Em maio tivemos uns quatro ou cinco dias bonitos e até saí de casa sem levar o casaco.

Em junho contaram-se pelos dedos das mãos os dias em que as temperaturas ultrapassaram os 20 graus e/ou não choveu.

Julho, até ver, está a ser um replay de junho.

E já não vou falar do facto de a probabilidade estatística de eu ganhar no Euromilhões ser maior do que a probabilidade de encontrar cerejas comestíveis (não podres) no supermercado.

Mas vendo pelo lado positivo:

Assim quase não custa trabalhar.

Menos sol, menos rugas.

Estocolmo continua a ser uma cidade fixe. 

E vi finalmente o La La Land. Muito bonito e muito bem feito.